
Cátia Alhandra é uma cantora singular.
Tem na sua voz a sensibilidade poética, as cores e os sabores intensos da Alma Portuguesa.
Desde o Fado e da música tradicional portuguesa, as suas diferentes raízes musicais tornam única a sua interpretação e fazem de Cátia Alhandra uma cantora multifacetada com uma presença vibrante e uma prestação intensa, plena de verdade, garra e alma.

Cátia Alhandra inicia o seu percurso artístico aos 16 anos, em Lisboa, dedicando-se ao estudo do Canto Lírico no Conservatório Nacional de Música de Lisboa. Paralelamente, participa em diferentes projetos artísticos, do teatro musical a concertos de voz e guitarra ligados ao Fado.
Aos 21 anos muda-se para o Algarve. Após alguns anos de afastamento do canto, é convidada a integrar o Fad’Nu, projeto de voz e guitarra portuguesa com fortes ligações ao Fado. É neste contexto que, em 2014, lança o seu primeiro tema original, Guitarra Chora por Mim.
Ao longo do seu percurso participa em diversos projetos e colaborações nacionais e internacionais, entre os quais Fad’Nu, Terra Xama, Orquestra de Sopros do Algarve e Gato Malvado, cruzando-se artisticamente com músicos como Custódio Castelo, Jorge Palma e Berg, entre outros. O seu trabalho leva-a também a atuar internacionalmente, em países como Azerbaijão, Espanha, Marrocos e Geórgia.
Em 2023 inicia uma nova etapa artística, aproximando a música tradicional portuguesa da world music e do jazz contemporâneo. A improvisação assume um lugar central nesta pesquisa, abrindo novas possibilidades sonoras e expressivas para o repertório de raiz portuguesa.
Em 2024 são gravados os primeiros temas deste projeto: Rosa, do músico e compositor algarvio Joaquim Morgado, e Senhora do Almurtão, tema tradicional com arranjos de José Miguel Vieira.
Atualmente desenvolve diferentes projetos em formato de voz e guitarra, colaborando com músicos provenientes de diversos universos artísticos.
Entre estes destaca-se Virado, projeto que cruza o Fado, a música tradicional portuguesa e temas originais num formato intimista e minimalista de voz e guitarra, onde a proximidade, a improvisação e a expressividade ocupam um lugar central.
Encontra-se também a gravar o seu novo álbum, um trabalho ligado ao Fado e à música portuguesa, que integra temas originais de vários compositores com quem teve o privilégio de se cruzar e colaborar ao longo do seu percurso artístico. O álbum nasce, assim, também como um encontro entre diferentes momentos, cumplicidades e linguagens musicais que têm marcado a sua carreira.
O seu repertório celebra a riqueza da herança musical portuguesa e algarvia, integrando temas tradicionais, composições originais e obras de autores portugueses, revisitadas através de novos arranjos e de uma interpretação pessoal.
A sua voz percorre, assim, territórios entre tradição e contemporaneidade, numa expressão artística profundamente ligada à emoção, à improvisação e às raízes culturais portuguesas.
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